Sexta-feira, 19.07.19

o Carteiro

Com o início na década de mil novecentos e setenta e numa localidade composta por habitações que na sua maioria se implantam sobre os Lombos que moldam a envolvente geográfica da ilha, que do seu desenho resulta o traço da erosão dos tempos, formado pelo percurso das ribeiras barulhentas que correm a todo o custo até ao seu destino pretendido, o oceano; e, com a população maioritariamente a viver da abundância dos seus terrenos agrícolas; nas épocas em que a situação política da Região e do País era atravessada pela insegurança do temível ultramar, cujas consequências se espalhavam pela emigração em massa duma juventude pouco formada e que partia para a sorte na esperança de alcançar um futuro melhor, a correspondência pela via Internet de entre familiares, seus entes queridos, que muitas das vezes partiram ainda crianças, era inexistente; telemóveis; computadores e coisas do género nessa época nem se ouviam falar!

 

Sobre os céus escuros apenas iluminados pela Lua e naquelas manhãs que afinal eram ainda madrugada, dava-se o inicio à rotina de um trabalho que outrora nunca se fez acompanhar das disponibilidades tecnológicas que hoje a todos facilita a vida, vinte e dois quilómetros eram a sina diária de entre as subidas ao pico às descidas ao calhau (medidas calculadas periodicamente através de conta-quilómetros portáteis para fins estatísticos dos CTT), feitas a pé pelo carteiro, que se fazia acompanhar de uma mala carregada de correspondência!... Sol, chuva, vento?... Seguir é obrigatório!

 

(...) Com início ao Convento das Vinhas, no Lombo do Salão, a descida até à vila da Calheta seria o primeiro dos desafios a pé de um dia de trabalho que já havia se iniciado há algumas horas no sentido de preparação de toda carga destinada ao seu giro. A acompanhar-se de uma bolsa de cabedal bem carregada e levada à mão esquerda, bem como, de um montão de entre jornais a envelopes levados ao molho no braço direito; de uniforme a rigor e com a corneta bem afinada, chega à hora de fazer-se ao caminho... toca a andar!

 

Uma vez concluída a primeira descida, sendo o percurso rotineiro e como não há tempo a perder, é o momento de se iniciar o percurso seguinte, a subida ao topo do primeiro Lombo, o Lombo do Doutor! Será este o próximo objetivo! Para ficarmos com uma ideia, esta subida a pique corresponderá aproximadamente a um terço do trajeto total do dia! Entre a estrada municipal, às veredas habitadas e até aos campos de cultivo, de missão levada ao peito, sempre acompanhado pelas caras sorridentes de quem avista finalmente o carteiro, passo a passo, por entre entregas e recebimentos de correspondência; reformas; jornais e por entre cumprimentos e conversas rápidas, finalmente atingido o primeiro topo, o cimo do Lombo! Pois o dia já vai a meio!...

 

A travessia por entre os Lombos era feita lá em cima! De mala na mão, pela vereda calçada que fazia a sua ligação e conhecida por vereda do "Barreiro"; o tal “V” provocado pela erosão da ribeira; que tem na sua base a ponte que testemunha a água debaixo de si; ora desce; ora sobe e, uma vez deste lado e com o suor já a molhar-lhe a roupa, dava-se início à segunda parte do giro do dia! A descida!

 

Do cimo do Lombo da Atouguia, por entre as veredas e os caminhos municipais; da estrada Regional até ao último cantinho habitado, a correria repetia-se todos os dias! O João; a Maria; a Joaquina; o vendeiro; o avô; a tia... todos esperam pelo carteiro! O objetivo passaria por alcançar a base do Lombo, a Serra D’Água; o calhau!... Quando finalmente alcançada a vila da Calheta estava dado como concluído o seu percurso a pé do dia, mas não o seu trabalho! Ficaria apenas a faltar a tarefa administrativa, que na estação dos Correios passava por organizar a correspondência que trazia consigo e já preparar parte do próximo dia!...  

 

Finalmente chegara a hora do regresso; o período para o seu merecido descanso! Pois era já findo o cansativo e dia!... e foram assim por mais de trinta anos de missão diária!...  

 

 

Por moça singela se apaixonou

Que prá outra banda lá morava

Da sua vida tudo se transformou

Para o destino que o aguardava

 

Em harmonia uniram-se os laços

Do princípio da vida conjugal

Às energias juntaram-se os pedaços

Para sua missão longa e leal

 

Da união, o início da luta a dois

E do lar, o de se estar a preencher

De que era antes ao que será depois

Foram quatro a vir descender

 

- Quirino Vieira, 25-05-2019

 

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Segunda-feira, 22.04.19

"O azar do desporto" - Escola Preparatória da Calheta (atual EBSC) - EPC Inovação 1990

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“O azar do desporto”

 

Fui numa viagem à América,

Passar férias e apanhar sol

Onde não podia deixar de ir

Era ver o “basketeball”.

 

Duas equipas excelentes,

O público estava a aguardar,

Mas mal começou o jogo

Também se iniciou o azar…

 

Estava o treinador a ver o jogo,

Onde o azar nunca pára,

Vem um jogador lançado

Larga-lhe com a bola na cara.

 

Esse jogador, imediatamente,

Veio-lhe pedir perdão,

Tropeçou num objecto

E caíu no meio do chão…

 

Logo o atleta se levantou,

No meio de uma grande risada,

O pior de tudo isso

Foi ficar com a testa inchada.

 

Há um choque de dois jogadores,

Um acaba saindo muito mal…

Tiveram de levar o triste

De maca para o Hospital.

 

O nervoso não parava,

Também não acabava a canelada,

O bom jogo que se previa

Acabou não prestando para nada.

 

Esperava um outro jogo,

Mais calmo e mais prático,

Para a próxima vou a Paris,

Ver um jogo de pólo-aquático.

 

- Quirino Vieira, 1990

 

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Quinta-feira, 11.04.19

HORA DA VERDADE - EPC Inovação, 1990

Artigo do "EPC Inovação", Jornal da Escola Preparatória da Calheta, atual Escola Básica e Secundária da Calheta, início do ano 1990.

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AS DISCIPLINAS DO 8º ANO!

 

Matemática!

Aula difícil e problemática

Na cabeça não há onde coloque,

Alguns estudam e têm prática

Outros estão à espera do toque.

 

Moral!

Matéria ditada ao “bom pastor”

Só quatro vezes por mês,

Ralham todos com o professor

E no fim querem um três.

 

Inglês!

Interessante é esta língua estrangeira

Mas na aula todos na “sua”,

Depois só respondem asneira

Apanham falta e vão p’rá rua.

 

E. Física!

Aula excelente, muito desporto

Ao ar livre se pode praticar,

Todos o fazem com muito empenho

Porque não é preciso estudar.

 

F. Química!

Muito trabalho e muito estudo

Para na cabeça ficar bem metido,

Quem inventou isto tudo

Não devia ter nascido.

 

História!

Quando é boa a matéria

O interesse é de cem por cento,

Quando esta é uma miséria

É apenas um passatempo.

 

Desculpem a interrupção

Desta poesia sem meta,

Mas já não tenho cabeça

Para inventar a história completa.

 

- Quirino Vieira, ano 1990

 

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Quinta-feira, 28.03.19

As tais férias grandes! "EPC Inovação", 1989

Artigo do "EPC Inovação", Jornal da Escola Preparatória da Calheta, atual Escola Básica e Secundária da Calheta, ano 1989.

EPC_INOVACAO.jpg

Julho

No início das férias

É a maior alegria,

Ir à praia apanhar sol

É o que fazemos todo o dia.

 

Agosto

Ainda temos algum tempo,

Antes de começar a escola,

É altura de praticar desporto,

É altura de jogar à bola.

 

Setembro

As férias já estão acabando,

O tempo já começa a ficar mais frio,

Já não podemos ir à praia,

Porque o mar está “levadio”.

 

E assim são as férias…

Que passam com muita rapidez,

Começa o mês de Outubro,

Começa a escola outra vez…

 

- Quirino Vieira, 1989

 

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Terça-feira, 26.03.19

Desporto sim, violência não!

Dezembro de 1989, Escola Preparatória da Calheta, atual EBSC!

Jornal (se não estou em erro) de tiragem quinzenal, "EPC inovação"!

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Numa noite de lua nova

Fui sozinho ao futebol,

Foi um jogo emocionante

Mas não houve nenhum "gol". 

 

A luz do campo era fraca

Porque o clube pede esmola,

Toda a gente estava triste...

Quase não se via a bola.

 

Os jogadores não desistem

Porque recebem mesada,

Mas o árbitro tanto roubou

Que começaram logo à "porrada".

 

No relvado era só pancadaria

Com árbitro e jogadores,

E a doença era tão forte

Que afectou os espectadores.

 

Com toda esta violência

O resultado estava por registar,

Ossos partidos... olhos inchados...

E zero a zero no placard.

 

Depois de acabarem com tudo

O árbitro estava frito...

Pois já passava da hora

E tinham-lhe roubado o apito.

 

Após toda a zaragata

Veio o castigo da Federeção...

Uns continhos e uma NOVA LEI

DESPORTO SIM, VIOLÊNCIA NÃO!

 

- Quirino Vieira, 1989

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Sexta-feira, 21.12.18

Carros de madeira!

Fluíam-se entretanto o início/meados da década de oitenta!... Os dias de verão tórrido e a subsequência dos escaldões que se propagavam sobre as peles expostas da juventude ingénua, cuja moça ignorância cegava-se pela adrenalina duma geração pouco informada acerca das cautelas que lhes asseguravam dos males que hoje todos conhecem; em épocas de pouca informação oriunda dos computadores e do mundo virtual, estes que na altura se avistavam apenas em filmes de ficção científica; e, nos tempos em que a hiperatividade adolescente designava-se por maluquice, onde a birra e a baboseira nunca conheceram o seu verdadeiro psicólogo, a construção artesanal de carrinhos de madeira partia sempre do improviso dos jovens adolescentes, dos quais, a imatura criatividade dispunha apenas das mais simples e tradicionais matérias primas da localidade! As tábuas; os galhos de urze; os resíduos de pneus automóveis; bem como, os fios de arame e pouco mais, completavam o material necessário para dar início ao fabrico dos “meios de transporte”, que numa espécie de carros de corridas loucas nunca garantiram qualquer segurança à integridade física dos seus pequenos “chauffeurs”! Este já extinto património cultural partia do exemplo precioso e de um paradigma que fora herdado dos seus ascendentes, que serviu e de que maneira, para preencher os longos dias da borga; os outros tempos da brincadeira e da ocupação dos tempos livres! Foram costumes e tradições de outras décadas que com a chegada da evolução tecnológica tudo obteve o seu ponto final!...

 

Nunca sem antes serem carregados às costas que nem cangas animais até ao seu ponto de partida, na Atouguia e do cimo do Lombo, da montanha, à sua base, o calhau! Nomeadamente, “do jogo da bola” à serra d’água (onde recentemente fora construído o Hotel Saccharum), patenteava-se um dos trajetos dos tais carros de madeira, de fabrico artesanal, que estavam moldados para serem movidos em função da gravidade do planeta e onde a teoria da deslocação regia-se somente pelo velho ditado: " a descer todos os santos empurram"!

 

Estas corridas que por ladeira abaixo faziam-se por norma em grupos, longas e loucas, a alta velocidade imposta sobre a calçada irregular e inclinada; o barulho e os gritos de divertimento adolescente, bem como, o perigo exposto aos participantes e não só, por cada metro do percurso, via-se e ouvia-se! Sem dúvida, seria esta a “fanfarra” a causadora de um dos mais dormentes formigueiros no rabo que alguém possa ter registado em memória! Ao regresso no final, a todo aquele fastio sobreponha-se à canga de todas as engenhocas de madeira que por ladeira àcima tinham que voltar para casa..

 

- Quirino Vieira

 

Post em 2009

publicado por qvieira às 23:51 | link do post | comentar
Sexta-feira, 07.12.18

Mentalidades e formação no desporto!

Em virtude dos nossos direitos por tudo o que se dá das nossas diligências é exigível no mínimo uma recompensa, na vida ninguém dá nada a ninguém! As recompensas são as contrapartidas daquilo que fazemos ou que produzimos em bom proveito para o desenvolvimento da sociedade e que, por sua vez, estes esforços possam trazer algo que nos satisfaça e que contribua para a nossa sobrevivência!

 

Todos sabemos que quando se fala em recompensas não se trata de se falar apenas em contrapartidas monetárias que logram a nós em troca de alguma coisa. Um filho que reconhece e trata a sua progenitora por mãe ou que simplesmente sorria para ela, por si só, a compensação para a receptora é bastante satisfatória, diria até, eternamente gratificante e não há dinheiro que pague por tão hábil reconhecimento!... Desde um pequeno elogio até a um simples agradecimento; desde uma "palmadinha nas costas" até ao "quem por gosto faz regala a vida"; tudo o que em proveito do nosso tempo possa surgir em abono da nossa felicidade vai estar sempre ao encontro daquilo que faz valer a pena todos os nossos esforços e nos vai incentivar a continuar e a querer dar sempre o nosso melhor; vai fazer valer o nosso empenho; vai fazer com que o nosso tempo seja intrinsecamente dado como bem entregue e vai colocar em prática valores que sirvam de exemplo para os mais jovens!… Ao que por gosto fazemos e que para tal ficamos sujeitos ao trabalho, as recompensas convergem-se apenas em momentos de lazer; concentram-se no papel que  nos cabe; naquilo que nos satisfaz e que nos dá reconhecimento perante o ciclo social!

 

No entanto, o contexto das recompensas é deveras bem mais vasto e abrangente, o "lucro" alcançável não vai depender apenas dos nossos esforços e do nosso trabalho; do nosso empenho e dos nossos propósitos; da nossa sorte e da forma como se olha para o que se gosta de fazer… mas, principalmente, vai estar à mercê e vai depender da boa fé e dos propósitos alheios! Vai depender sempre da envolvente e da mentalidade ferida da nossa sociedade e vai depender do espelho que irá apresentar o reflexo dos nossos compromissos!... Por mais que profundo possa ser o nosso empenho de mortais que erramos, se o propósito das massas não estiver ao alcance do nível do umbigo de cada um, todas as recompensas que possam alimentar a nossa motivação caem por terra!...

 

A imposição do rigor, do plano disciplinar e do respeito obrigatório por aqueles que diariamente trabalham sob um plano já traçado, são trunfos muito importantes e necessários para equilibrar as hostes intelectuais! É importante ganhar coragem e agir!

 

Nunca vamos ser recompensados por alimentar, mesmo que involuntariamente, aquilo que enterra ainda mais a real mentalidade humana!... Em condições contrárias ao rigor disciplinar, o nosso contributo corre sérios riscos de numa multidão tornarem-se maus os que ainda bons são! O nosso bem intencionado contributo corre o risco de estoirar e tornar a curto prazo insustentáveis os nossos mais nobres projetos!...

 

Com isto, ficamos nós sujeitos àqueles que hoje nos estão a aplaudir, sejam os mesmos que amanhã nos vão negativamente apontar o dedo!...

 

- Quirino Vieira

publicado por qvieira às 20:17 | link do post | comentar
Sexta-feira, 19.10.18

As "Santinhas"

As “Santinhas” eram duas irmãs, a Maria e a Maria!

 

Foram duas Marias irmãs de sangue, idosas de postura arrebitada e atlética, solteiras que sempre viveram juntas! Devotas da igreja católica e fiéis aos trabalhos de uma agricultura que lhes foi garantindo o sustento. Nas suas longas vidas prevaleceu a simplicidade! Muito organizadas eram as "santinhas" e com hábitos de bom zelo, generosas e bem educadas! Uma pilha de décadas na bagagem destas irmãs onde durante os tempos nelas se foi acumulando sabedoria aos montões!... Quilómetros a fio de água de giro para rega e milhares de sinfonias matinais entoadas pelos seus despertadores da capoeira (de minha má memória) foram preenchendo as suas bem determinadas missões e o fazer jus das suas partes na esfera dos vivos...

 

A mais nova sabia ler e escrever o quanto baste, a Maria! Já a outra não, a outra Maria, a mais velha, completava o cérebro das duas! Numa espécie de relações públicas desta dupla, era a mais velha que às representava! Apesar de entre elas tudo ser detalhadamente controlado pela outra mais arrebitada, a Maria mais nova! As santinhas eram pessoas sociáveis, davam-se bem com toda a gente! Tudo nelas parecia ensaiado! Peguilhavam-se, volta e meia a envolvente ao choque de ideias fervia, sou testemunha. Algumas vezes deste lado acenei no sentido de lhes repor a ordem! Era tudo sereno e fácil, tudo rapidamente se recomponha! Completavam-se uma à outra e tinham consciência de tal importância, tudo funcionou entre estas irmãs Marias como um sistema, onde unidas tudo se fundamentava.

 

O ritmo sincronizado e ligeiramente acelerado entre elas perfilou o frequente que às caracterizava! As correrias na alvorada precedente ao nascer do sol, nos seus campos agrícolas e os homens contratados às suas responsabilidades para trabalho de enxada, o terço rezado em voz alta ao cair das noites, iam preenchendo o velho ditado de “deitar cedo e o cedo erguer…” de duas vidas onde o longo ciclo se pautou por escassas mudanças de rotina!

 

A sombra das folhas das vinhas cheirosas e frescas de uva americana, que cobria o quintal do lar por elas compartilhado e os três ou quatro degraus da entrada que sempre serviram de assentos para o habitual repouso e observatório nas tardes escaldantes de verão, preencheram um cartaz de duas manas em que a harmonia se descarrilou com a partida da Maria mais velha!... A Maria mais nova hoje está ainda viva e em boas mãos!...

 

- Quirino Vieira, 17-10-2018

publicado por qvieira às 16:54 | link do post | comentar
Quinta-feira, 19.07.18

Horizonte infinito - ciclo da VIDA

Ao fundo e a perscrutar constante
Do mais que pode a visão alcançar
Remoto e infinito aos olhos distante
Risca o traço azul do céu e do mar

 

A outra banda de seu longo esplendor
Que da natureza o bem corresponde
Testemunha o fenómeno separador
Que se dá nele quando o Sol se esconde

 

Na escuridão generosa a Lua sempre vela
O horizonte fixo que mantém sua teimosia
Aguardando com quietude a coisa bela
De acordar esperto com a luz do novo dia!

 

O sobrevir do silêncio da madrugada
À fresca alvorada vem acrescer
O vermelho clarão da aurora sagrada
Revela o Sol estar prestes a nascer

 

A montanha de colorido arcado
Já com raios aos olhos encandear
Enceta o extenso dia adorado
De largas horas com Sol a brilhar!

 

Faça frio, vento, ou faça calor
Façam-se sinais da natureza munida
Será por linha encarar tudo com amor
Pois é este o ciclo que controla a VIDA

 

- Quirino Vieira

publicado por qvieira às 15:02 | link do post | comentar
Quarta-feira, 02.08.17

MÃE

Mãe,

 

Comigo a pensar, para ti hoje me dei
E à consciência que tantas lembranças advém
Em letras perpétuo, pois doutro modo não sei
Prisioneiro da angústia de quem já não te tem

 

É verdade Mãe,

 

Cinco anos que já partiste, eu sei
Daí a homenagem que hoje te faço
Recorrer à saudade, a forma que achei
Para em poesia imortalizar-te um abraço

 

Pensar em ti torna-me forte
Na tua identidade que hoje me mantém
Serás para mim sempre o suporte
Onde quer que eu esteja MÃÃÃEEEE!

 

- 07-08-2012

 

- Quirino Vieira

publicado por qvieira às 05:57 | link do post | comentar
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