Segunda-feira, 16.10.17

Transportes Aéreos Portugueses!

As companhias aéreas têm com certeza conhecimento que o Aeroporto da Madeira sazonalmente está sujeito a ventos fortes e a outras condições climatéricas adversas que impossibilitam o normal funcionamento dos transportes... Quando um passageiro compra uma viagem está confiante que é da responsabilidade da companhia garantir o seu papel, ou seja, transporta-lo em segurança e comodamente até ao seu destino! Não acredito que a Lei defenda que as pessoas, nomeadamente, crianças, idosos, famílias, todos, estejam condenados ao “desenrasque-se quem puder” nos casos em que uma viagem por qualquer que seja o motivo termine na sua origem, ou tenha o destino diferente daquele a que a companhia se predispôs inicialmente transportar o passageiro!... 

 

Capítulo 1º

 

Fiz uma reserva na TAP em que a partida Funchal/Lisboa ficou agendada para dia 01/10/2017 às 9:45H (voo TP1680) e o regresso para 02/10/2017 às 15:20H (voo TP1687).

 

O voo de partida Funchal/Lisboa TP1680 do dia 01/10 atrasou seis horas e ainda assim, considero dos males o menor! Para meu azar e logo na minha viagem, a tripulação resolveu gozar a sua folga!... (lol) Atraso que por minutos não inviabiliza a minha ida à capital, o Sporting/Porto estava agendado para as 19:15h e só uma promessa de gorjeta ao taxista no Aeroporto me salvou o propósito!

 

No voo de regresso do dia 02/10, Lisboa/Funchal (1º de 3) e devido às condições climatéricas no Aeroporto da Madeira se encontrarem, de acordo com a Lei, impróprias para as aterragens e descolagens, esse voo TP1687 e por volta de outras seis horas depois da descolagem inicial, acabou por regressar à sua origem... “Bem vindos a Lisboa, espero que a viagem tenha sido do vosso agrado” Disse o comandante.

 

Na sequência dos factos, o mal maior segue-se, os passageiros desorientados dirigiram-se aos balcões da TAP no Aeroporto e dos escassos esclarecimentos acerca da situação o único que lhes foi fornecido nessa noite foi um cartão que apenas continha um número de telefone de chamadas com valor acrescentado (lol), e, se não estou em erro, um link de uma conta TAP no facebook!!...

 

Seguiu-se a procura desnorteada pelas bagagens! Num voo que não chega ao seu destino as malas de porão vão direitinhas para os “perdidos e achados”! Enfim, desnorte total!... Apenas carregava comigo “bagagem de mão”, safei-me!...

 

Os passageiros sem saber onde ir dormir, cochichos de haver pessoas que se calhar nem tinham para comer, a ausência total de acompanhamento por parte da companhia tem como resultado que teto e o chão do Aeroporto é um direito de todos!... Felizmente e embora sendo também um passageiro, fiz parte daqueles que por sua conta conseguiram garantir alojamento para essa noite...

 

No dia seguinte, dia 03/10 e após uma hora e tal na fila de espera, num balcão que continha 4 funcionárias e com capacidade para outras tantas, consegui novo "boarding pass" para esse mesmo dia às 19:45H, voo TP1677 (2º de 3). Viagem que nem se realizou, 3 horas dentro do avião parado na pista e para voltar tudo ao início, de resto assisti à aflição equivalente ao dia anterior e, mais uma vez, da minha parte lá me safei novamente, um telefonema garantiu-me novo alojamento!...

 

Dia 04/10, outra vez fila de espera (uma bicha constante com cerca de 30 metros) e quando chegou à minha vez sugeriram-me voo apenas para a sexta-feira, dia 06/10!!!!... Os aviões já a aterrar na Madeira e os passageiros atrasados, nas péssimas condições disponibilizadas, tinham de esperar...! O quê?... Exigi logo o livro de reclamações e com promessa de avançar com a situação pela via judicial!

 

Instantes depois, a funcionária da TAP quando me entrega o livro questiona-me se posso aguardar alguns instantes, uma vez que tinha acabado receber informações de haver um voo extraordinário para essa tarde (voo TP3837) (3º de 3) (afinal havia!)... Respondi que se regressasse à Madeira nesse mesmo dia não faria a reclamação!... (a ameaça intimidou!!)... Voo que se realizou e aterrou na Madeira.

 

Capítulo 2º

 

Quando se fala em deslocações aéreas entre o Continente e a Madeira, é de conhecimento geral que os portugueses residentes na Região Autónoma da Madeira têm o direito ao reembolso por parte do Estado da diferença do que pagou pela sua viagem, por 86€ (+/-). Para tal, basta se dirigir a uma estação de Correios levando consigo a sua identificação, os documentos da viagem e o recibo de pagamento da mesma...

 

Aqui vem o segundo problema (do qual já faço parte lol); então se a viagem de regresso, que paguei, do dia 02/10 (voo TP1687) não se concluiu naturalmente que não consta no recibo! E agora o reembolso da viagem que paguei na totalidade?... Pois, pelos vistos as lacunas desta companhia vão para além da forma como tratam/abandonam os passageiros nas adversidades com os transportes!... Há-de se resolver...

 

Post Scriptum: Levei no pacote mas gostei de viver a vergonhosa experiência!

publicado por qvieira às 19:44 | link do post | comentar
Quarta-feira, 02.08.17

MÃE

Mãe,

 

Comigo a pensar, para ti hoje me dei
E à consciência que tantas lembranças advém
Em letras perpétuo, pois doutro modo não sei
Prisioneiro da angústia de quem já não te tem

 

É verdade Mãe,

 

Cinco anos que já partiste, eu sei
Daí a homenagem que hoje te faço
Recorrer à saudade, a forma que achei
Para em poesia imortalizar-te um abraço

 

Pensar em ti torna-me forte
Na tua identidade que hoje me mantém
Serás para mim sempre o suporte
Onde quer que eu esteja MÃÃÃEEEE!

 

- 07-08-2012

 

- Quirino Vieira

publicado por qvieira às 05:57 | link do post | comentar
Domingo, 08.05.11

Trial dos Prazeres - Calheta

Desta vez, a imagem aqui apresentada exprime-se relativamente à 'exposição pós-prova' dos jipes participantes no trial realizado este domingo nos Prazeres, concelho da Calheta. Pessoalmente não me considero lá muito amante desta modalidade, o porquê não sei!... O cenário espectacular provocado por estes saltitões de quatro rodas; os peritos na exploração de fundas trincheiras lamacentas e responsáveis esta tarde pela presença de muita gente no local, é grandioso. A minha 'acidental' testemunha a breves momentos deste ensaio agradável, de resto o único vitorioso do dia e sendo que o objectivo da minha presença ali era outro, viabilizou a minha deslocação ao recinto!...

 

publicado por qvieira às 18:40 | link do post | comentar
Segunda-feira, 21.03.11

Casas miniatura

Hoje de manhã, encontrava-me eu lá fora quando o Sr. João Amaral (com dois gritos) convidou-me que subisse até ao sótão da sua casa. Seguidamente e após ter eu contado com a ponta dos pés todos os degraus da escada de acesso ao anexo sob o telhado da sua moradia, ao entrar à porta lá no cimo, fiquei boquiaberto com aquilo que acabara de me aparecer à frente dos olhos!... Não contei, mas, a meia centena é com certeza ultrapassada pela quantidade de miniaturas urbanas, entre grandes e pequenas, que se encontram espalhadas pelos vários cantos daquele espaço! Tudo aquilo fruto de construção artesanal! As lascas de basalto; o cartão; a canavieira; as conchas marinhas; o fio de arame e a madeira são as matérias primas que podem ser observadas a olho nu num trabalho em que o recurso à pachorra, neste caso, é mais importante que o valor que se possa aplicar aos seus resultados!

 

Às duas maiores (de 0,80m a 1,00m), uma delas ainda em fase de construção, tive a oportunidade de, em algumas perspectivas, registar imagens através da câmara do meu telemóvel:

 

publicado por qvieira às 15:23 | link do post | comentar
Terça-feira, 10.08.10

Algures na Freguesia da Calheta-Madeira no início da década de 80

O cais que antecedeu o actual "Calheta-Beach"

 

Estrada Regional no Lombo do Atouguia-Calheta

 

Caminho Municipal no Lombo da Atouguia-Calheta

publicado por qvieira às 22:00 | link do post | comentar
Terça-feira, 20.07.10

Atouguia, fundo do vale: Calvos pequeninos – nus de pele branca

Na Calheta, antigamente, quando a era do desenvolvimento regional e quando a aproximação rodoviária ao centro da ilha, Funchal, ainda era um mito, as populações da localidade contentavam-se com modos de vida mais sedentários. A essência da maioria dos calhetenses ministrava-se de forma bem mais original, regia-se o dia-a-dia por costumes e tradições próprias de uma terra, na época, ainda pouco exposta ao consumismo. Os dias de hoje, controlados pelo capitalismo, por si só, ameaçam a garantia de um futuro sustentável para as gerações vindouras, criam a pavorosa dúvida sobre a estabilidade do futuro, criam a iminência atroz que horroriza as mentes já receosas. Tudo que acaba por omitir a beleza natural que esta ilha nos oferece, tudo que esconde o lindo clima que esta pérola nos proporciona…

 

Ilustres piscinas naturais, que estais hoje expostas ao abandono; para muitos, nunca cairás no esquecimento. Ó formosuras espalhadas por vários pontos do caudal da ribeira, dona de vale fundo, compostas por declives e quedas de água: fostes vós consideradas autênticas “escolas de natação”, as testemunhas “oculares” do tronco nu de muitas crianças; muito que, por várias gerações, fostes consultadas. Por filhos, por pais e… por avós!...

 

Desde os nove anos de idade, a adesão diária ao mergulho, em época de verão, fazia-se em massa. Rãs no imediato, nem vê-las! Estes “sapos da poça” eram de penugem, que na tenra idade, os cabelos, apenas se contavam sobre a cabeça; calvos pequeninos – nus de pele branca. Eram estes utentes, os menores, responsáveis por aquele barulho ao fundo do vale, os responsáveis pelas pranchadas na água acompanhadas pelos gritos jovens e pelo barulho da corrente. Ouvia-se cá de cima! Eram os “artistas”, autores, dos prejuízos nos terrenos de feno abundante que circundava o leito do caudal. As fugas à pedrada, proveniente dos seus donos impertinentes, eram encaradas, pelos pequeninos, como porfias desportivas. As fugidas a jusante do percurso de água, de pés descalços e sobre o irregular monte de calhaus, eram o “prato do dia” composto pela adrenalina elevada e pelo “salve-se quem puder”, vista pelos pequenitos como “cereja sobre o bolo”, após a fadigada tarde de fanfarras na zona. Seguiam-se os ataques aos frutos silvestres; as papaias, as amoras, os tabaibos, as nêsperas, pouco lhes dava o bicho!... O regresso era já à noitinha, a mancha molhada, no rabo, era o único que transparecia de mais um dia de piscinas naturais dos calvos pequeninos – nus de pele branca…

 

A foz do vale acentuado, ladeado pela falésia que sua base, hoje, se assemelha ao Rio de Janeiro, por estar coberta de quadrúpedes e de areia amarela que no Inverno espelha o seu medíocre valor pouco, ou nada, condizente com o traçado original da referida enseada, fruto de pedregulhos caídos do acentuado rochedo que ainda hoje ameaça descambar sobre a ingenuidade humana!... Foi, naquela época e na sua versão mais original, o destino que sucedeu as poças da ribeira dos então já grandinhos!...

 

- Quirino Vieira.

IMG_20170205_160554_1111.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Poça da laja" - Ribeira do Lombo da Atouguia - Calheta, ilha da Madeira.

 

 

 

publicado por qvieira às 15:00 | link do post | comentar
Sábado, 10.07.10

Estádio do marítimo

Aquele que, no início, seria um projecto de turismo desportivo, e que por motivos alheios aos princípios a acautelar pela instituição, acabou por se extinguir. Aquele que, na altura, deixou comovida e escandalizada toda a massa associativa verde-rubra, dizendo-se traída pelas deslealdades derivadas da não cedência de terrenos por parte dos seus proprietários, que previamente por acordo e em fase de estudo, haviam prometido. Deixando, desta forma, clara suspeita de haverem sujeitos iludidos pela esfera do oportunismo mascarados de adeptos do clube. O imbróglio escandaloso criado à volta desta matéria e que tão mal ficou na fotografia, acabou por conduzir a preponderada promessa política à migração urgente do projecto para outros recursos alternativos. A sucedida novela, repleta de cenas dos próximos capítulos, para além de dividir adeptos do clube e cores políticas partidárias, misturou uma coisa com a outra. Toda esta sopa de agrião mal lavado acabou por conduzir à lógica prorrogação da conclusão da prenda centenária, prometida pelo governo ao clube. Ganhando, assim, a possibilidade de uma espécie de inauguração extraordinária que acompanhará as festividades do aniversário e que acontecerá, claro, antes da conclusão das obras. Acaba, também, a referida sopa, por colidir a execução dos trabalhos de investimento volumoso com a maldita crise que o país e a região atravessam, pondo em causa a aceitação da medida por parte dos madeirenses, nomeadamente os que vivem a situação de F grande, que podem ser mais dos que se possam imaginar...

 

Havendo a hipótese da provável implementação, por parte do governo, de portagens na via-rápida, que une a ilha toda, e de um aumento significativo no preço das entradas nos respectivos jogos, acabarão por ser os adeptos a pagar todo o desperdício acima descrito a dobrar! Foda-se…

 

 

Fotos da construção alternativa ao projecto: "Turismo desportivo"- Barreiros

 

 

 

Artigo criado ao abrigo da rubrica:

 

 

publicado por qvieira às 13:58 | link do post | comentar
Sábado, 12.06.10

Crise mundial de futebol-2010

Debaixo da forte probabilidade do argumento abaixo vir tornar-se em mais um daqueles devaneios que apenas espelham a impressão moral do narrador e inclinando o nevoeirento raciocínio para uma espécie de “lógica da batata”, atrevo-me inquietamente a manifestar-me perante a notável e iminente “falta de pica” instalada no ego dos portugueses, face ao agora iniciado mundial de futebol na África do Sul.

 

A expectativa, a ansiedade, tudo aquilo a que estávamos habituados a sentir no imediato que antecede os campeonatos do mundo de outros tempos, submeteu-se aos climas de medo; submeteu-se à mistura de política doentia com desporto opulento, recheado de engraxamento ao capitalismo. A suposta euforia entendida como normal para esta época, perante os factos, esvaiu-se em traumas carregados de incertezas face à realidade do presente e à especulação vindoura. É verdade, a peneira disfarça mas não tapa o sol. É também notável que na própria comunicação social existe uma diminuição na cobertura desta já decorrente paródia futebolística. Ou será apenas sensação minha, ou anda tudo com “falta de teson”!...

 

Desta forma, os eufóricos festivais repletos de autenticidade e de alegria desportiva, que unem raças e que proporcionam um mês de elevado grau de adrenalina, têm efectivamente vindo a perder terreno. As mentes depressivas, resultantes da negra realidade, tornaram o povo pessimista. A crise económica, a situação que o país atravessa, junta-se ao receio de que possa estar o governo a preparar outro “caldo fiscal” para implementar em altura que estejam desviadas atenções. A suspeita é elevada, o passado recente já comprovou tal verdade. Povo enganado!... Viva a crise! Vivam as vuvuzelas! Viva Portugal!...

 

 

 

publicado por qvieira às 15:24 | link do post | comentar
Sábado, 05.06.10

As tradicionais charolas no Loreto

As fotos em baixo revelam os preparativos que precedem a arrematação das tradicionais charolas no Loreto-Arco da Calheta.

 

As festividades do Divino Espírito Santo nesta Freguesia concluem-se, como é tradição, com o respectivo leilão (arrematação) de charolas provenientes de oferendas dos populares. Estas 'exposições' espelham o resultado de um suado trabalho de cultivo que deriva dos seus próprios terrenos agrícolas. Estes paroquianos são também os responsáveis por toda a armação e montagem deste farturento recheio de vegetais que, vistos a olho nu, dispensam apresentações...

 

publicado por qvieira às 17:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)
Segunda-feira, 30.11.09

A adopção de crianças por casais do mesmo sexo – efeitos secundários

Opinião

 

Opinar a causa adopção impõe ponderar o compassivo mundo real. A infância exposta ao abandono hipoteca toda a sociedade. A providência, a responsabilidade, o tema em si, exige transparência e sinceridade por parte de todos. A unanimidade face ao esforço em propósito restituir às crianças abandonadas o elevado valor que na íntegra deverá pertencer a todos, o Lar, força a um pacto que abstenha feitios, inclinações políticas e teorias que impeçam a urgente, rápida, resolução individual de cada caso. A dívida dos adultos perante a infância actual, carecida de apoios, educa, projecta e espelha o destino de toda a nossa sociedade.

 
O nº 1 do artigo 69.º da Constituição Portuguesa é claro: “As crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições.”
 
A causa nobre: “adopção de crianças por casais do mesmo sexo” visa responder às necessidades urgentes que pressionam civicamente a nossa sociedade. Visa, também, democratizar ainda mais a liberdade. O direito que todos possuem, independentemente da sua orientação sexual, em viver uma vida digna usufruindo da legitimidade de contribuir para a educação dos nossos descendentes, cooperando, assim, no combate ao abandono das crianças. No entanto, em consideração que todos os remédios produzem efeitos secundários e que, neste caso, serão devastadores. Portugal, em minha opinião, não está preparado para responder ao impacto provocado pelos casos de insucesso que provenham desta medida. Essas crianças terão na pele o infortúnio que às reservará para sempre. É necessário, em primeiro lugar, educar mentalidades. A médio prazo a descriminação sofrida por parte dos casos mal sucedidos, será “caldo” saboroso que a comunicação social usará para aumentar audiências. É esta a infeliz realidade que se vive no nosso País. O choque de normas legisladas permite que num plano menos ético se exponham casos infelizes e que são de responsabilidade e de interesse comum a todos. Os homens de amanhã exigirão justiça!...
 

 

publicado por qvieira às 15:25 | link do post | comentar | ver comentários (3)
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